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Agora que acabou o carnaval, vamos falar de coisa séria?

Quantas pessoas LGBTI+ que você conhece já relataram ter sofrido violências LGBTfóbicas em ambientes de trabalho? Quantas pessoas LGBTI+ tiveram problemas familiares depois de terem saído do armário? É mais fácil se assumir dentro de casa ou no ambiente profissional? Quem recebe apoio familiar consegue obter mais sucesso em outros campos da vida? Aposto que você leu essas perguntas e ficou interessade em saber logo as respostas. A gente também! Essas são algumas das questões que fazem parte da pesquisa que estamos lançando hoje. Calma, mas não os resultados! Estamos lançando a etapa do levantamento de dados através de um survey online que pode ser respondido em 15 minutos.

A pesquisa “De porta a porta: entre silêncios e acolhimentos nas relações familiares e laborais de pessoas LGBTI+” parte da compreensão de que a presença de pessoas LGBTI+ impulsiona desafios e avanços em diferentes organizações sociais, como a família e o trabalho, considerados espaços fundamentais para a construção dos sujeitos. Mas mais do que discutir a dicotomia entre “aceitação ou rejeição”, achamos que é necessário compreender como essas presenças atuam como catalisadoras de transformação, reconfigurando relações de afeto, papéis de gênero, fronteiras simbólicas e estruturas de poder, especialmente no âmbito familiar, um dos primeiros espaços de acolhimento, mas também de reprodução de discriminação. Ao mesmo tempo, com um aumento e manutenção de programas e políticas de Diversidade & Inclusão, o trabalho tem se configurado como um espaço de compensação e reinvenção, onde muitas pessoas LGBTI+ buscam outras formas de validação, pertencimento e reconhecimento social.

Esse caminho entre as “duas portas”, de casa e do trabalho, não é linear, e envolve tensões que se expressam na forma de discriminação, invisibilização, tentativas de compensação ou sobrecarga emocional, afetando diretamente as oportunidades e os vínculos profissionais. Mas também pode ser um caminho que abre para a possibilidade de livre expressão, autonomia financeira e crescimento pessoal.

Queremos compreender como essas reconfigurações, no mercado de trabalho e na família, podem impactar as vidas de pessoas LGBTI+, indagando como tem se dado essas experiências no setor formal,. Com isso, poderemos mapear os fatores que influenciam a permanência, os deslocamentos e as interrupções nas trajetórias profissionais, considerando como os ambientes familiares, as redes de apoio e as políticas institucionais interferem nessas experiências.

Para nos ajudar nisso, é super fácil: responda ao questionário aqui e compartilhe com o maior número de pessoas LGBTI+ que você conhece (que tenham mais de 18 anos)!

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A campanha de levantamento de dados da pesquisa "O Custo da Exclusão LGBTI+ no Brasil" já está no ar!

No dia 12 de junho, começamos a coleta de dados de uma pesquisa muito importante para a população LGBTI+ brasileira. Pela primeira vez, vamos levantar dados concretos sobre o impacto econômico da exclusão da população LGBTI+ em nosso país.

Com metodologia e realização do Banco Mundial, execução do Instituto Matizes, apoio do Instituto +Diversidade e de um Consórcio de Organizações e Redes LGBTI+, os objetivos do estudo são:

  • Estimar o custo econômico da exclusão LGBTI+ no mercado de trabalho, incluindo a população mais vulnerabilizada dentro da comunidade.
  • Gerar dados inéditos e qualificados, produzindo evidências que servirão como referência na formulação de políticas públicas e iniciativas de inclusão.
  • Ampliar a produção de conhecimento e a visibilidade sobre as desigualdades vividas pela população LGBTI+, promovendo o uso de dados como ferramenta de transformação social.
  • Fortalecer a capacidade técnica e institucional do Estado na coleta de dados, por exemplo, pelo IBGE, para a criação de políticas públicas com foco na redução das desigualdades.

Até o dia 12 de setembro de 2025, você poderá contribuir não apenas respondendo, mas nos ajudando a alcançar mais pessoas. Esta será a nossa chance de mostrar, em números, que a discriminação custa caro — não só para quem já vive a exclusão do mercado formal de trabalho, mas também no bolso de todo o país.

Por que é importante participar?

Cada pessoa que responde contribui para uma mudança estrutural, que começa com a geração de dados. Os resultados da pesquisa influenciarão ações, decisões políticas e econômicas, investimentos sociais — além de reforçar que a inclusão LGBTI+ é um benefício para todo o país.

Quem pode responder à pesquisa?

Toda a comunidade LGBTI+ brasileira, com mais de 18 anos, pode responder à pesquisa.

Quero participar. Como faço?

Clique aqui e acesse o formulário online para responder à pesquisa. A participação é 100% online, anônima e sem custo. Responda no seu tempo e com total privacidade.

Participar é seguro?

Sim! A pesquisa é 100% anônima e confidencial, realizada por meio do preenchimento de um formulário seguro e protegido.

Sua participação é muito importante para nós, para todas as nossas comunidades — e para todo o país. Já respondeu? Compartilhe e nos ajude a chegar em mais pessoas!

Vamos descobrir #QuantoValeAInclusãoLGBTI para o Brasil.

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Índice de monitoramento dos Direitos LGBTQIA+ no Brasil


O Índice de Monitoramento dos Direitos LGBTQIA+ no Brasil é uma ferramenta que agrega dados sociodemográficos existentes sobre a população LGBTQIA+ a fim de oferecer uma avaliação sobre as iniciativas adotadas pelo poder público para a garantia e o exercício de direitos pela população LGBTQIA+. Ao identificar as estruturas criadas nos estados, capitais brasileiras e a nível nacional para a população  LGBTQIA+, o Índice LGBTQIA+ apresenta uma análise sobre o grau de maturidade das iniciativas adotadas pelo poder público por meio de dezenas de indicadores divididos em quatro eixos temáticos: Gestão, Participação Social e Transparência; Políticas Públicas; Planejamento e Orçamento Público; e Insegurança e Violência. A análise federal e estadual será lançada em janeiro de 2025. Já a análise das capitais brasileiras está prevista para ser lançada em junho de 2025. 

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Agência Gov   ObservaDH  Revista Veja   Terra    Alma Preta    IG Queer

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Índice de Monitoramento



Entre Curas e Terapias: esforços de correção da orientação sexual e identidade de gênero de pessoas LGBTI+ no Brasil

As terapias de conversão sexual e de gênero consistem em um conjunto de práticas diversificadas que buscam corrigir ou modificar as orientações sexuais, identidades e expressões de gênero de pessoas LGBTQIA+, sobretudo jovens. A fim de compreender de que modo tais práticas têm sido realizadas no Brasil, o projeto desenvolvido pela All Out e pelo Instituto Maties consistiu na realização de uma pesquisa exploratória que identificou 26 formatos de "curas" e "terapias" de conversão da orientação sexual, identidade e expressão de gênero no Brasil. Elas são realizadas por lideranças religiosas, pediatras, psicólogos, coaches, profissionais da educação básica, familiares e amigos. Tais práticas violentas impactam negativamente o desenvolvimento psicossocial das pessoas sobreviventes.

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UOL  Poder 360  Agência Diadorim  Revista Veja  Carta Capital   Brasil de Fato  Revista Oeste  Jornal Opção   IG Queer   Brasil de Direitos

PL 3627/2023, Câmara Federal, Deputadas Duda Salambert e Camila Jara.

PL 5034/2023, Câmara Federal, Deputada Erika Hilton.

PL n. 22/2023, Assembleia Legislativa do Estado de  São Paulo, Deputada Érica Malunguinho.

PL 1495/2023, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Deputado Guilherme Cortez.

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Educar para prevenir: Ferramentas Educativas para efetivação de direitos e combate à violência sexual e de gênero

Estecurso online e gratuito, realizado em parceria com o Global Changemakers, aborda o enfrentamento às violências sexuais e de gênero no contexto escolar. O objetivo é proporcionar um ciclo de formação para profissionais da educação básica que busquem aprimorar seus conhecimentos sobre gênero, sexualidade e educação, subsidiando abordagens pedagógicas que prezam pelo rigor científico e valorização de uma escola plural e diversa. 

Para realizar o curso, acesse. 

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Saúde LGBTQIA+ e direitos sexuais e reprodutivos

A garantia de uma saúde de qualidade para a população LGBTQIA+ depende da existência, da eficácia e do aperfeiçoamento de uma série de políticas, atendimentos e serviços. A partir de 2022, o Instituto Matizes, em parceria com outras instituições, se dedicou a analisar e produzir materiais que ampliassem a compreensão sobre de que modo as questões de saúde de pessoas LGBTQIA+ vêm sendo abordadas em políticas públicas, veículos de comunicação e em diferentes setores da sociedade.

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Relatório de Pesquisa: A chegada da MPox no Brasil

Relatório de Pesquisa:Saúde LGBTQIA População LGBTQIA+: diversidade, direitos e acesso a serviços de saúde no Brasil

Relatório de Pesquisa: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: onde estamos e recomendações para alcançar metas em saúde sexual e reprodutiva e direitos no Brasil



Trabalho e renda LGBTQIA+ no Brasil

A discriminação sofrida por pessoas LGBTQIA+ tem impactos econômicos e gera prejuízos e desvantagens que incidem de forma cumulativa, impactando negativamente a estabilidade financeira e aprofundando as desigualdades e as vulnerabilidades a que são submetidas essa população. Por isso, a inclusão de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho, seja como trabalhadores ou empreendedores, envolve um conjunto de acessos, formações, habilidades, experiências e redes de apoio acumuladas ao longo da trajetória de cada indivíduo. Desde 2022, o Instituto Matizes passou a investigar as condicionantes e os processos resultantes das iniciativas adotadas por diferentes setores sociais para promoção da inclusão econômica de pessoas LGBTQIA+. Os estudos publicados apresentam dados e informações sobre o modo como pessoas e organizações LGBTQIA+ têm atuado para garantir seu próprio sustento, de suas famílias e comunidade.

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Relatório de Pesquisa: Inclusão econômica e geração de renda da população LGBTQIA+ no Brasil: Desafios, iniciativas e financiamentos

Relatório de Pesquisa: Empreendedorismo LGBTI+ 50+ e gerações