maio 2026
Instituto Matizes

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A campanha de levantamento de dados da pesquisa "O Custo da Exclusão LGBTI+ no Brasil" já está no ar!

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Os dados não mentem: quando a LGBTfobia ganha, todo mundo perde.

Está no ar o relatório da pesquisa O Custo da Exclusão LGBTI+ no Brasil! O estudo girou em torno de uma pergunta simples: quanto custa ao estado brasileiro, em termos econômicos concretos, excluir pessoas LGBTI+ do mercado de trabalho? As respostas, no entanto, apontaram para um cenário muito mais complexo: no Brasil, quando a LGBTfobia ganha, todo mundo perde.

Com metodologia e realização do Banco Mundial, execução do Instituto Matizes, apoio do Instituto +Diversidade, da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (MDHC) e de um Consórcio de Organizações e Redes LGBTI+, a pesquisa traz dados inéditos sobre o custo da exclusão socioeconômica da população LGBTI+ no Brasil. O levantamento de dados, que envolveu survey e grupos focais, conseguiu cobrir 100% do território nacional, com representação de todas as regiões do Brasil. A coleta de dados durou cerca de 3 meses e contou com 11.231 pessoas participantes. Embora tenhamos avanços na coleta de informações da população LGBTI+ brasileira por parte do IBGE e do IPEA, trata-se do primeiro estudo sobre impactos da exclusão LGBTI+ do mercado de trabalho no Brasil. Ainda, nenhum outro país da América Latina produziu até então esse tipo de dados e informações.

“A pesquisa foi realizada a partir de um consórcio composto por 10 organizações articuladas pelo Instituto Matizes, em parceria com o Instituto +Diversidade, o que permitiu garantir não apenas a capilaridade da pesquisa, resultando nas mais de 11 mil respostas válidas, como também ampliou a legitimidade da investigação junto aos territórios. Essa estratégia foi decisiva para os resultados alcançados, junto às dezenas de parcerias realizadas com organizações de todo o país, o que garantiu também um espaço de discussões coletivas sobre cada etapa da pesquisa” afirma Lucas Bulgarelli, Diretor Executivo do Instituto Matizes.

Além das organizações formalmente integrantes do consórcio, a mobilização contou com a atuação de redes e iniciativas que tiveram papel relevante no alcance da pesquisa, incluindo organizações e redes LGBTI+, mobilizadores locais vinculados a outras organizações de base, bem como organizações atuantes em outras agendas, ampliando o alcance em populações e territórios específicos.

E qual o custo da exclusão?

Os achados são expressivos: excluir pessoas LGBTI+ do mercado de trabalho custa ao Brasil mais de R$100 bilhões por ano, quando somamos o valor da perda econômica com o da perda fiscal — o que equivale a quase 1% do PIB. Isso não é uma questão marginal. É um entrave estrutural para a economia, especialmente ao levar em consideração que a discriminação e a exclusão não se limitam apenas ao mercado de trabalho; pessoas LGBTI+ enfrentam desafios semelhantes na educação, saúde, proteção social etc. Portanto, a definição de respostas a esse problema não se relaciona apenas ao campo da igualdade de direitos, envolvendo também uma dimensão econômica com implicações significativas para a receita do país.

O estudo reforça que a ausência de pessoas LGBTI+ em cargos de qualidade não é uma escolha individual, mas o resultado de barreiras estruturais. Além disso, os dados mostram que:

  • A exclusão é acentuada por cor e gênero. Pessoas pretas LGBTI+ enfrentam as piores desvantagens em todos os indicadores e, entre elas, as mulheres enfrentam as piores condições O gap salarial residual éde -6% para homens brancos GBTI+ enquanto para mulheres pretas LBTI+ é de -13%, ou seja, mais que o dobro da penalidade.
  • O desafio de mulheres trans negras é ainda maior: este grupo encontra o cenário mais crítico, com taxas de desemprego até 3 vezes maiores e rendimentos até 40% menores em comparação à média.
  • O ambiente de trabalho pode ser uma barreira: 70% das pessoas LGBTI+ enfrentam discriminação no trabalho, com impactos diretos na produtividade e na economia.

Para além dos dados, o relatório também reúne recomendações de especialistas sobre as áreas prioritárias que devem ser endereçadas para que a conta da exclusão de pessoas LGBTI+ seja paga de maneira justa no Brasil!

“Os dados da pesquisa materializam as desigualdades que movimento social brasileiro já vem discutindo há alguns anos, demonstrando não só que a população LGBTI+ está em piores situações no mercado de trabalho, mas também que essas desigualdades são aprofundadas para por gênero, idade, raça/cor e variações de caracterizadas sexuais”, afirma Samuel Silva, Coordenador de Pesquisa do Instituto Matizes. O relatório serve como ferramenta para que o setor público e privado desenvolvam políticas de inclusão baseadas em evidências, visando estancar a perda de capital humano e financeiro no país.

Próximos Passos

Após o lançamento nacional, que ocorreu no dia 29 de abril, em evento em Brasília, o estudo será levado para discussões regionais em cidades como São Paulo, Belém, Rio de Janeiro e Salvador, entre outras, com o objetivo de incidir localmente na sensibilização de gestores locais e lideranças empresariais.

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